sexta-feira, 26 de abril de 2013

Só Agora minha ROSA Tanto a aprender Meu colo alimenta a você e a mim Deixa eu mimar você, adorar você Agora, só agora Por que um dia eu sei Vou ter que deixá-la ir! Sabe, serei seu lar se quiser Sem pressa, do jeito que tem que ser Que mais posso fazer? Só te olhar dormir Agora, só agora Correndo pelo campo Antes de deixá-la ir! Muda a estação Necessários e são Você a florecer Calmamente, lindamente... Mesmo quando eu não mais estiver Lembre que me ouviu dizer O quanto me importei e o que eu senti Agora, só agora Talvez você perceba Que eu nunca vou deixá-la ir... Que eu nunca vou deixá-la ir... Eu não vou deixá-la ir!

sexta-feira, 8 de março de 2013

Desde do primeiro dia em que agente se viu , impressionante a química que nos uniu , e o tempo foi tornando tão intenso o nosso amor . Faróis iluminavam o meu coração feito faísca que virou explosão e o tempo foi tornando tão intensa a nossa paixão ! Tem magia o teu sorriso encantador , com vos tudo é tão bom não tenho medo dizer que amou , fui feita pra vos , vos nasceu pra mim é o coração quem diz assim amo até seus defeitos imagine os beijos já tomou conta de mim , fui feita pra vos , vos nasceu pra mim é o coração quem diz assim amor não tem mais jeito te tatuei no peito pra sempre ta grudado em mim ♥ —

quarta-feira, 6 de março de 2013

O VELHO E A FLOR Por céus e mares eu andei, Vi um poeta e vi um rei Na esperança de saber O que é o amor. Ninguém sabia me dizer, Eu já queria até morrer Quando um velhinho Com uma flor assim falou: O amor é o carinho, É o espinho que não se vê em cada flor. É a vida quando Chega sangrando aberta em pétalas de amor. Vinícius de Moraes

segunda-feira, 4 de março de 2013

Adeus, porém comigo serás, sempre irás dentro de uma gota de sangue que circule em minhas veias ou fora, beijo que me abrasa o rosto ou cinturão de fogo na cintura. Doce minha, recebe o grande amor que me saiu da vida e que em ti não achava território como o explorador perdido nas ilhas do pão e do mel. Eu te encontrei depois da tormenta, a chuva lavou o ar, na água, teus doces pés brilharam como peixes. Adorada, me vou a meus combates. Arranharei a terra para te fazer uma cova e ali teu Capitão te esperará com flores sobre o leito. Não penses mais, amada, no tormento que passou entre nós dois como um raio de fósforo nos deixando talvez, a queimadura. A paz chegou também porque regresso à luta em minha terra, e como tenho o coração completo com a parte do sangue que me deste para sempre, e como levo minhas mãos cheias do teu ser desnudo, olha-me, pelo mar, que vou radiante, olha-me pela noite que navego, e o mar e a noite, amor, serão os teus olhos. Eu não saio de ti quando me afasto. Agora vou te contar: vai ser tua a minha terra, vou conquistá-la, não só para te dar, mas para dar a todos, para todo o meu povo. Um dia o ladrão deixará a sua torre, e o invasor será expulso. E todos os frutos da vida crescerão em minhas mãos acostumadas antes à pólvora. E saberei acariciar as novas flores porque tu me ensinaste o que é ternura. Doce minha, adorada, virás comigo lutar corpo a corpo, porque em meu coração vivem teus beijos como bandeiras rubras, e se caio, não só me recobrirá a terra, também o grande amor que me trouxeste, que viveu circulando por meu sangue. Virás comigo, e nessa hora te espero, nessa hora e em todas as horas, em todas as horas te espero. E quando venha a tristeza que odeio a golpear a tua porta, diz a ela que te espero, e quando a solidão queira que mudes esse anel em que está meu nome escrito, diz pra solidão falar comigo, que eu precisei partir porque sou um soldado, e que ali onde eu estou, sob a chuva ou sob o fogo, amor meu, te espero. Te espero no deserto mais duro e junto do limoeiro florescido, em qualquer lugar onde esteja a vida, onde esteja nascendo a primavera, amor meu, te espero. Quando digam: "Esse homem não te quer", recorda que meus pés estão sós nessa noite e procuram os doces e pequenos pés que adoro. Amor, quando te digam que eu já te esqueci, e quando seja eu mesmo quem diga, e quando eu te disser, não me creias, quem e como poderiam te cortar do meu peito e quem receberia meu sangue quando em teu ser me fosse dessangrando? Porém tampouco posso esquecer o meu povo. Vou lutar em cada rua, atrás de cada pedra. O teu amor me ajuda: és uma flor fechada que me enche cada vez com seu aroma e que súbita se abre dentro de mim como uma grande estrela. Amor meu, é de noite. Essa água negra, o mundo dormindo, me rodeiam. Já está chegando a aurora, enquanto vem, te escrevo para dizer que te amo. Para dizer: "te amo", cuida, limpa, levanta, defende nosso amor, alma minha. Aqui te deixo como se deixasse um punhado de terra com sementes. Do nosso amor nascerão vidas. Em nosso amor beberão água. Talvez chegará um dia em que um homem e uma mulher, iguais a nós dois, tocarão este amor, que ainda terá força para queimar as mãos que o toquem. Quem fomos? O que importa? Tocarão este fogo e o fogo, doce minha, dirá teu simples nome e o meu, o nome que só tu soubeste porque só tu sobre a terra sabes quem sou, e porque ninguém me conheceu como uma, como só uma de tuas mãos, porque ninguém soube como, nem quando meu coração esteve ardendo: tão só teus olhos grandes pardos o souberam, tua vasta boca, tua pele, teus peitos, teu ventre, tuas entranhas e essa alma que eu despertei só para que ficasse cantando até o fim da vida. Amor, te espero. Adeus, amor, te espero. Amor, amor, te espero. E assim termina esta carta sem nenhuma tristeza: sobre a terra estão firmes os meus pés, minha mão escreve esta carta no caminho, e no meio da vida estarei sempre junto ao amigo, frente ao inimigo, com teu nome na boca e um beijo que jamais se separou da tua PABLO NERUDA

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

TENHO MEDO Tenho medo. A tarde é cinza e a tristeza do céu se abre como uma boca de morto. Tem meu coração um pranto de choro esquecida no fundo de um palácio deserto. Tenho medo – e me sinto tão cansado e pequeno que refloresço a tarde sem meditar nela. (Em minha cabeça doente não cabe um sonho assim como no céu não cabe uma estrela.) Entretanto em meus olhos uma pergunta existe e há um grito em minha boca que minha boca não grita. Não há ouvido na terra que ouça minha queixa triste abandonada no meio da terra infinita! Morre o universo de uma calma agonia sem a festa do Sol ou o crepúsculo verde. Agoniza Saturno como uma pena minha, a Terra é uma fruta negra que o céu morde. E pela vastidão do vazio se vão cegas as nuvens da tarde, como barcas perdidas que escondem estrelas quebradas em suas bodegas. E a morte do mundo cai sobre minha vida. PABLO NERUDA POEMAS DA ALMA.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

sonhos do snoopy

Dois amantes felizes fazem um só pão


Dois amantes felizes fazem um só pão,

uma só gota de lua sobre a erva,

deixam andando duas sombras que se juntam,

deixam um único sol vazio numa cama.



De todas as verdades escolheram o dia:

não se atavam com fios, mas com um aroma,

e não despedaçaram a paz nem as palavras.

A alegria é uma torre transparente.



O ar, o vinho, vão com os dois amantes,

a noite dá-lhes as suas pétalas felizes,

têm direito aos cravos que apareçam.



Dois amantes felizes não têm fim nem morte

nascem e morrem tanta vez enquanto vivem,

são eternos como é a natureza.



Pablo Neruda

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Diga-me que esta triste, que eu te faço sorrir. Me odeie ou me ame. Veja o meu corpo de verdade, a minha vontade de verdade, o meu prazer de verdade. Não se esconda atrás de mascaras, me mostre o seu rosto. Que eu permito você ouvir o meu choro baixinho, abraçada com você, com medo de não ser tudo o que você pensa, com medo de não ser bonito ou inteligente o bastante pra te convencer, com medo de amar demais e depois se perder um pouco de tanto amar. E depois com olheiras de tanto chorar que nos dois riamos juntos. Te ver mais ou menos me incomoda. Eu não gosto de nada pela metade. Pra você eu faço questão de me desmontar inteiro, eu quero ver se esse seu amor vai ser capaz de resistir quando você me ver desfigurado, intenso e verdadeirio. Então venha se entregue, deixe eu te ver de corpo e alma, de verdade desfigurado também. É esse mais ou menos, me incomoda, essa coisa de meio amor, meia verdade, meio prazer, essa coisa que é tudo pela metade não me satisfaz. É a pior coisa que existe. Então me mande ir pra puta-que-pariu ou me convide pra ir com você... Curtir · · Compartilhar · Promover · há 2 segundos próximo a São Paulo ·